sexta-feira, 22 de junho de 2012

Entrevista - Bruna Longobucco

Finalmente uma menina autora nos cedeu uma entrevista \o/ Trata-se de Bruna Longobucco, autora de “Centúrias”, lançado em 2010 pela Editora Novo Século.

A Escritora:

Quando começou a escrever?
Comecei a escrever aos oito anos. Rabiscava uns versinhos.

Por que escreve?
Por paixão e, levando em conta as dificuldades por que passam os autores nacionais, também por teimosia, claro. Rs...

O que gostaria de alcançar com a sua Literatura?
O leitor. Eu costumava divulgar em minha biografia: “meu objetivo maior é criar e recriar mundos, lugares e momentos, sensibilizando os leitores a quem minhas obras se destinam”.

Qual tema ou assunto que gostaria muito de abordar, mas ainda não sente a necessidade de fazê-lo agora?
Política.

O que a motiva?
O sonho.  

Qual a sua maior inspiração?
A vida.

O que mais atrapalha?
A ausência de inspiração está em primeiro lugar. Obra concluída, o segundo lugar vai para as dificuldades em se publicar os originais. Problemas que vão desde os custos para edição até a distribuição dos exemplares.

Qual seria o cenário perfeito para trabalhar na sua Literatura?
Amo fazendas e o contato com a terra e os animais alimenta minha criatividade, mas o melhor cenário para o livro é aquele que traz a imaginação. Seja chuva, sol, praia ou interior, quando a inspiração chega um mundo novo se abre e aí é só mergulhar na história.

Como é o seu processo de criação?
Se estou inspirada, apenas escrevo. Geralmente digito, mas se não tiver um computador, tenho sempre um caderno comigo. Uma vez a história digitalizada e concluída, vem a etapa da revisão, lapidação e pesquisas.

A Leitora:

Qual o primeiro livro que leu e marcou a memória?
De criança: Contos e lendas dos Irmãos Grimm, uma edição bem antiga. Depois, em cada fase da vida houve um livro que me marcou.

Qual a obra mais marcante?
E o vento levou, Margaret Mitchell.

Não vendo. Não troco. Não empresto.
Orgulho e preconceito, de Jane Austen.

Qual o gênero e estilo literário favorito para leitura?
Romance.

Onde, quando e como faz suas leituras?
Gosto de ler em meu quarto ou ao ar livre, lugares calmos e quietos como um jardim, um sítio. Solidão e silêncio são fundamentais. Naquele momento só existe o livro.

O que muito gostaria de ler, mas ainda não encontrou oportunidade?
Todos os livros que chamam minha atenção. E são muitos... então, preciso escolher. Uma verdadeira fila.

Qual livro recomendaria?
Para cada público e objetivo, existe um livro. Mas um dos livros que indico é A última grande lição, de Mitch Albom.

A Autora:

Faça uma breve apresentação de sua obra mais recente.
Duas Luas é um livro simples e real.
“Quando crianças, a mudança para a região de Canoa Velha, interior de Minas Gerais, entrelaçou os destinos de Gustavo e Clarissa. E a amizade de infância que nasceu do interesse pelos livros, um dia se transformou em amor. Duas Luas é um livro que traz conflitos familiares e sociais, mas também fala de sonhos, de possibilidades e realizações.”

Quais foram as inspirações para essa obra?
Como inspirações tive o cenário do interior mineiro e a capacidade que a Literatura tem de chegar a lugares distantes e alimentar sonhos no coração de uma criança pobre de recursos, mas rica de iniciativas.  

Qual foi a parte mais legal de escrever?
Falar do que conheço. “Duas Luas” é uma história que tem muito de meu chão e contexto.

Enumere todos os livros que escreveu, inclusive em coautorias, na ordem do mais recente ao mais antigo, e descreva brevemente o significado de cada obra para você:
O Menino que Tecia Sonhos é um conto de 55 páginas que gira em torno de uma lenda. Em Pedra Azul, lugarzinho no interior de Minas Gerais, Mauá, um contador de histórias nato e precoce, ganha a adoração dos moradores da Vila e a antipatia de um padre malvado. Por obra de seu algoz, o menino desaparece, mas sua história ganha força e atravessa o tempo na região. É assim que conhecemos Clara, uma doce criança que perdeu a visão aos dois anos de idade. Como Mauá, ela sofre por atitudes de um adulto cruel, mas um encontro mágico e inesperado transforma sua vida. 

Além das Nuvens é um livro em formato de bolso que reúne minicontos com ensinamentos para a vida. 

Em Luz do Sol acompanhamos a história da órfã Cendi e o romance de Letícia (filha de um fazendeiro rico e autoritário) e Amin (um trabalhador rural mestiço). É mais uma história sobre a vida... Afinal, pode o amor superar um passado repleto de intrigas, dores e preconceitos? 

O Vale da Liberdade é um romance histórico. Os personagens principais são Pedro e Celi, amigos de infância que o destino uniu na defesa de um ideal: a abolição. Inesperadamente, eles se veem enredados num casamento de aparências e isso muda tudo. Numa época em que as diferenças percorriam caminhos sinuosos e palavras veladas traziam traições inesperadas, um Vale sofreu as marcas do destino: conheceu o amor, a dor e muitas estações desfilaram entre as folhas do altivo Ipê, antes que, enfim, os grilhões de um passado arcaico se rompessem e desvendassem toda a beleza do horizonte que circundava a região do Pilar...

Um outro olhar traz contos e crônicas como “A dama da tarde”, “O ladrão de sonhos”, “Rosas do Tempo” etc.

Meu caminho de lua é uma reunião de meus poemas, a maioria deles publicados em antologias.

Sem destino é meu romance do coração. Como muitos de meus originais, tem como cenário Minas Gerais. O enredo traz uma personagem forte, que desperta ódio e admiração: Helena. Ela é uma jovem em conflito, com um comportamento intempestivo e egoísta, marcada por acontecimentos do passado e uma relação tumultuada com o pai. Vê-se em caos e completamente sem rumo quando um incidente muda sua vida e passa a residir na fazenda que herdou de sua mãe, lugar que guarda grande parte de sua infância e adolescência. Lá reencontra o amor, experimenta inúmeros contratempos e sofre uma completa inversão de valores. Ao longo da obra, acompanhamos o amadurecimento da personagem vivenciando suas dúvidas e dilemas, mas, também, experimentamos uma paixão explosiva e arrebatadora.

Centúrias é um romance sobrenatural que traz a história de Aylá Levale e Igor Telfort, adolescentes de famílias rivais que descobrem ser descendentes de duas ordens milenares de bruxaria: as Centurianas e os Dargais. O enredo constrói uma fantasia repleta de aventuras, divertida e envolvente.

Destas obras que citou, qual a mais curtiu?
Curti todas, mas como eu disse, Sem destino é meu romance do coração. Agora, não posso deixar de falar de Centúrias. A energia do livro era tão boa quando o escrevia que ria sozinha. Isso acontece toda vez que retomo sua continuação.  

Qual foi mais trabalhosa? 
Centúrias.

Qual superou as suas expectativas?
Sem destino.

Qual reescreveria ou daria continuidade?
Sem destino e Centúrias.

Fale sobre o seu personagem favorito e o que há nele para ser o dileto?
Helena. Ela é frágil e ao mesmo tempo forte. Faz você amá-la e ao mesmo tempo odiá-la. Ela é dileta justamente por não ser monótona. Suas atitudes não se justificam e ela não é nada previsível.

No que gostaria de transformar a sua obra mais recente?
Ah, sem dúvida, se eu pudesse transformaria “Centúrias” em um filme.

Quais os seus contatos e onde poderíamos adquirir as suas obras?
blogs:

Bruna Longobucco

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Resenha – Encruzilhada, de Ademir Pascale.

“Um padre ganancioso, frio e calculista, através de um ritual macabro, liberta um dos cinco príncipes do inferno. Um jovem de dezenove anos passa por problemas amorosos, financeiros e familiares. Um pugilista, cansado de ser humilhado desde a infância, tenta alcançar a fama a qualquer preço. Três pessoas distintas, mas que possuem uma forte ligação.”

Meu Achismo:

Eu diria que o livro “Encruzilhada” é a Literatura Fantástica mais brasileira de toda essa recente leva, pelos personagens e suas vidas desgraçadas, pelas situações, pelos cenários de um Brasil caótico da maior metrópole quanto do interiorano, e, principalmente, pela forma com a qual o fantástico se faz presente. Quer forma mais brasileira de se fazer magia do que um ebó oferecido numa encruzilhada a meia-noite?

Há dois itens na trama de que gosto muito e que não vemos outros escritores trabalhando sobre eles: Demônios e espiritualismo (no sentindo mais amplo que esses dois termos invocam e que nada tem a ver com religião).

Allan é um rapaz de 19 anos, fudido e mal pago (mesmo!). Apesar de lindo *-* (vê-se pela capa feita pela ótima Carolina Mylius), a garota que ama nada quer com ele por ser pobre (tá certa: beleza e amor não pagam contas :P). Apesar de honesto e trabalhador, a família o abandonou. Apesar de ser um bom funcionário, o patrão o sacaneia. Apesar de trabalhar, praticamente passa fome porque o mísero salário mal dá para as contas.

E aí? Identificou-se em algo?

É mesmo uma realidade muito dura e cruel para um jovem que apenas está começando a vida.

E entre emprego ruim, twitter, DVDs de terror, HQs e rock pesado, Allan vai empurrando sua vidinha, como faz a maioria de nós – ou todos nós!

Anderson Gutierres é um outro personagem fudido e mal pago, mas de uma forma tal que faz Allan parecer um rebelde sem causa. Desgraçado e maltratado desde a infância, tudo na vida de Anderson deu errado, por mais que ele se esforçasse por mudar esse quadro – e o rapaz realmente se esforçava!

Bezequiel é um padre. Se comparado a sua juventude com as de Allan e Anderson, ele tivera uma vida de príncipe! Seguiu a carreira pela qual parecia ter vocação e pode dedicar muitos anos de estudos e pesquisas para aplacar sua fome de saber. Mas o que Bezequiel possuía não lhe era suficiente. E queria mais! Tanto que se embrenhou no interior do Piauí, atrás de um velho curandeiro que sabia onde ficava a entrada para o Inferno! E o padre era ingênuo e ambicioso o suficiente para ir até essa entrada e libertar o Demônio Asmodeus, crendo que tornaria seu amo e que teria seus desejos realizados.

E o que há de semelhante na trajetória desses três personagens?

A presença de asmodeus!

O prefácio é da fabulosa Laura Elias ;)

terça-feira, 12 de junho de 2012

Resenha – Bazar Pulp, de Cesar Alcázar.


Bazar Pulp é uma coletânea de Cesar Alcázar que reúne 7 contos de Literatura Fantástica. Como é advertido na capa, todas as histórias trazem, em maior ou menor grau, aventura, fantasia e horror.
A dinâmica capa é uma ilustração de Fred Macêdo com a colorização de Robson Albuquerque. Capas com cara de comics já são uma marca registrada da Editora Argonautas, que apesar dos poucos livros lançados, já firma uma personalidade e estilo, sempre em formatinho, uma homenagem aos pulps fictions da primeira metade do século 20.
Em Bazar Pulp, especificamente, vale notar o logo do título, propositalmente planejado para dar a ideia de má impressão por erro de fotolito, muito comum nas antigas impressões mecânicas.

Meu Achismo:

O CORAÇÃO DE CÃO NEGRO

Neste conto de abertura, o cativante personagem Anrath – O Cão Negro de Clontarf – está de volta. O destino deste homem fez com que ele fosse tudo de ruim mas, ironicamente, o mercenário criado por Vikings é dotado de sentimentos, o que faz dele um personagem antagônico, tipo os personagens orientais que tanto amo *-* Quando o autor se atenta à dualidade e aplica isso ao seu trabalho, o resultado é um personagem real e muito humano, capaz de fazer o leitor se identificar com a obra – afinal, todos nós, seres ainda imperfeitos, somos dualistas, antagônicos, de personalidade ainda esfacelada em alguns “Eus” distintos.
Nesta aventura, Anrath parece um imã para encrencas, mesmo que ele seja um mercenário bárbaro que, se tiver opção, prefere não lutar. Ele tinha como missão encontrar uma moeda celta muito antiga e levar ao seu contratante, que era um astuto mago inglês que o engana e o captura, para entregá-lo a Ild Vuur – seu antigo companheiro e quase irmão.
Um pouco do passado de Anrath é contado, incluindo um episódio de amor e companheirismo, mas tudo desfeito pela ambição luxuriosa de Ild Vuur.
Cão Negro é levado como prisioneiro para servir de oferenda num sacrifício na Ilha Orkney, mas acaba por ser salvo pela mulher de seu inimigo.
A ilha, envolta de mistérios, abriga um monstro tão antigo quanto o mundo, e trolls são os últimos guardiões de um longínquo passado, mas quando a besta é despertada pelo inglês safado, poucos são os que sobrevivem, sendo que Anrath é o único homem que resta após a carnificina.
O que me chamou a atenção neste conto é quão distante o autor foi no passado ao abordar deuses e cultos ainda mais antigos que os do povo celta.

Vou te falar algo muito a sério, César Alcázar: espero, imensamente, que você ainda escreva um livro-solo, uma série romanceada, apenas com as aventuras de Cão Negro! Um personagem tão rico merece umas boas 500 páginas de Romance!

MORDRED

Um conto tenso, crucial, sobre uma das várias versões da história de Rei Arthur.
Os nomes não são citados, mas esse Mordred é o da versão em que Arthur e Morgana são irmãos e concebem Mordred, a última esperança de Avalon, durante o Beltane.
Neste conto denso, pai e filho se combatem até a morte: Arthur defendendo a maldição católica e Mordred as tradições antigas do povo da terra.
“Nem sempre quem está do lado da razão consegue vencer. O mundo está tomando um rumo que ele mesmo escolheu.”– São as sábias palavras finais de [Morgana] para o filho que atravessava o Véu.
E o mundo escolheu a dor e o sofrimento, não é?

UMA SEPULTURA SOBRE A COLINA

Mais um conto do guerreiro mercenário Anrath.
Nesta aventura, o mercenário presenciará a Batalha de Tara, ocorrida há 40 anos na Colina de Tara, lendariamente mais grandiosa que a batalha em que ele lutou e ganhou a alcunha de “Cão Negro”.
É 31 de outubro, a primeira noite de Samhain, e durante sua viagem para se juntar ao exército de Vlaid, ele salva da morte imediata Fearghal, se ser estraçalhado e devorados pelos lobos. O velho é o último guerreiro vivo que lutou na Batalha de Tara, e queria reviver o seu momento de glória antes de morrer.
Diante de um cenário onírico, ambos guerreiros presenciam, por instantes, o espectro da grande batalha ocorrida há décadas. Mesmo depois de tanto tempo, o espírito daquela batalha continuava vivo no Outro Mundo, podendo ser vislumbrada apenas na primeira noite de Samhain.

O RELATO DO CAPITÃO BLACKBURN

Um conto diferente sobre vampiros.
Blackburn é um Homem do Mar, capitão do navio Lemora e um personagem que me passa a mesma impressão ondulante e melancólica do “Povo D’água”.
Este conto é uma missiva que Blackburn escreve ao Inspetor Constantino, relatando uma de suas expedições mercenárias em que havia embarcado uma bizarra encomenda, que deveria ser entregue e enterrada na distante terra da América do Sul.
Um conto sobre vampiros, mas sobre os bons e velhos vampiros, que causa pavor mas também piedade por tão desgraçada criatura.

A MÚSICA DO QUARTO AO LADO

Ah, esse é um conto tão bonitinho, mas com um macabro final...
Um jovem músico; Jazz; um encontro ocorrido por afinidades musicais peculiares; uma reação química perfeita e... um final inesperado!
É isso que dá ter expectativas sobre um conto romântico escrito por um homem: alguém sempre tem que morrer no final :/

O FILME

César Alcázar reuniu sua outra paixão neste conto: os filmes B. E contou a sua versão para a morte do diretor Guerrieri e o desaparecimento de seu último filme que jamais foi exibido.
O filme em questão, cujo titulo não foi revelado, produzia um fascínio obsessor àquele que o assistisse, horrorizando o Crítico que fora o primeiro a assistir à película fora do meio de produção. Havia algo diabólico que prendeu a atenção do homem, chegando a perturbar sua mente!
Há pontos muito interessantes nesse conto: o filme “sem título”; o enredo do filme que não é descrito, apenas mostrado o resultado obsedante dele; o Crítico, que também não é nomeado em nenhum momento, mas que leva o leitor a pensar que seja ele o assassino de Guerrieri e que roubou a, aparente, única cópia do filme, criando aí uma situação mítica para um caso que nunca foi solucionado.
Simples, mas bem sacado :)

A ÚLTIMA VIAGEM DO LEMORA

Último conto de Bazar Pulp, mais um conto do ambicioso Capitão Richard Blackburn, narrando por ele mesmo.
Essa história se passa durante a Primeira Guerra Mundial, em que o navio Lemora – e toda a tripulação – encontra o seu fim.
Apesar dos receios em navegar pelas águas tomadas por cruzadores e submarinos alemães, o dinheiro bem pago convenceu Blackburn em alistar o seu navio para levar suprimentos aos aliados.
Apesar do Capitão e sua tripulação terem sobrevivido ao enfrentamento de um submarino alemão, chamado por eles de U-boat, não foi isso que causou a ruína do Lemora e Blackburn. Mais uma vez a ambição do Homem do Mar dominou a sua razão e ele levou para dentro do navio um ídolo maldito esculpido em pedra, que encontrou numa sinistra ilha, que mais parecia um cemitério de navios, em que eles aportaram para consertar os danos causados pelos alemães. A bizarra figura levou Blackburn a tal fascínio que ele carregou aquela coisa, levando a desgraça para o Lemora e seus tripulantes.
A Justiça Poética do Destino Irônico fez com que Blackburn fosse o único sobrevivente daquela aterrorizante tragédia que ele próprio, com a sua ambição desmedida, provocou, obrigando-o a sobreviver com as lembranças e a culpa.

Achismo Final:
Em todos os contos, sempre paira um sentimento melancólico e desgraçado, pois, me parece, são histórias contadas por aqueles que faliram e fracassaram, o que é bem legal, pois os perdedores sobreviveram para contar suas histórias: sem falsos heroísmos, sem glórias, sem adulações.
Bazar Pulp cumpriu sua missão ;]

terça-feira, 5 de junho de 2012

Entrevista - Denis Palhares

O Escritor:

Quando começou a escrever?
Certa noite, repensando minha vida, pude notar que os diversos acontecimentos aos quais passei, além de uma historia emocionante, também seriam capazes de despertar em cada leitor uma lição de vida inigualável. Momentos ora tristes, ora comoventes selam um enredo que cativa, ensina e enobrece as relações humanas e expõe o verdadeiro valor da vida, algo hoje subjetivo frente ao valor financeiro.

Por que escreve?
Escrevendo, acredito poder fazer, ou ao menos ajudar, a confeccionar um mundo melhor. Exemplos de vida, superação, aliados a uma pitada de sentimentalismo profundo, podem despertar um ser melhor, pró ativo a favor da humanidade. Acredito que em cada ser tem um lado bom talvez em inércia ou adormecido.

O que gostaria de alcançar com a sua Literatura?
Obviamente o sucesso, a afirmação e o reconhecimento. Mas me contento se puder melhorar as pessoas que lerem o livro, seja tornando-as mais amáveis, seja proporcionando um afago aos descrentes de esperança. A diferença entre a vida bem vivida e a vida esquecida está em nunca acreditar que tudo precisa ter um fim, nem mesmo a vida pior nossos sonhos.

Qual tema ou assunto que gostaria muito de abordar, mas ainda não sente a necessidade de fazê-lo agora?
Talvez em uma outra oportunidade, dependendo do andamento do meu livro, possa publicar uma nova obra complementar, descrevendo sobre as mudanças mundanas geradas pelo efeito benéfico do livro, mesclando realismo, comoção e apelo ao coração com misticismo, vida após a morte, sempre correlacionando estes dois mundos distintos.

O que o motiva?
Saber que a cada dia posso mais, que um sonho que não realizo acaba por gerar mais dois ou três. Que farei a diferença seja qual for o obstáculo. A cada queda, saber que o importante é levantar e sacudir a poeira. E que se não acreditarmos em nosso potencial, estaremos condenados ao fracasso. Minha motivação é saber que meu destino vem das minhas atitudes e sendo assim não foi pré-determinado por ninguém e nem está engessado que não se possa mudar.

Qual a sua maior inspiração?
Os ensinamentos de meus pais que, lapidados pelas dificuldades e moldados pelo amor incondicional deles, me propiciam sempre manter a chama ardente quando fisicamente já não mais tenho o calor e carinho de minha adorada mãe. 

O que mais atrapalha?
Acredito que o amadorismo. Talvez a ideia seja boa, a mensagem nova é com valor para a humanidade, mais a maneira de expressar estas emoções em palavras ou mesmo em torná-las disponíveis ao público sejam barreiras QUASE intransponíveis que acabam por barrar anônimos sem oportunidade de expor seu trabalho. Além do que no amadorismo o tempo disponível para escrever torna-se muito ínfimo.

Qual seria o cenário perfeito para trabalhar na sua Literatura?
Gosto de escrever na solidão do meu quarto, pois a cada palavra acabo por adentrar na história e assim tento resgatar tudo de bom daquele momento, além de incrementar com um pouco de ficção.
 



O Leitor:

Qual o primeiro livro que leu e marcou a memória?
Gosto do que tem valor para a alma, “O caçador de pipas” é uma ótima pedida.

Qual a obra mais marcante?
“O doce veneno do escorpião” e “o diário de Laura Palmer” são apreciados.

Não vendo. Não troco. Não empresto.
‘Não’ é uma palavra muito negativa, quanto mais a livro, informação ... tudo de bom deve ser compartilhado.

Qual o gênero e estilo literário favoritos para leitura?
Gosto de Crônicas e ficção com histórias em que o final revela todas as dúvidas contidas no corpo do livro e se encaixam por completo ao término.

Onde, quando e como faz suas leituras?
Em casa, antes de deitar, nos dias em que estou disposto.

O que muito gostaria de ler, mas ainda não encontrou oportunidade?
A bíblia.

Qual livro recomendaria?
O meu, VILA DAS ROSAS. Que, após Registro, estarei disponibilizando para compras online ou pelo e-mail denispalhares@bol.com.br


O Autor:

Faça uma breve apresentação de sua obra mais recente.
Vila das Rosas retrata a vida de um menino pobre que no dia-a-dia comove a todos com acontecimentos tristes em sua maioria, porém ao mesmo tempo rega a alma de esperança e amor. Um livro surpreendente que ensina o valor da vida da primeira à última página e mostra o nocaute das relações humanas frente ao poder do dinheiro. Um livro que mistura lição de vida, amor incondicional, esperança na vida e no futuro, e acaba por nos ensinar ao fim uma REGRA simples, que quem ler jamais esquecerá da regra 100.

Quais foram as inspirações para essa obra?
Minha mãe, minha vida, as situações do cotidiano ao qual podemos aprender e sermos melhores e os sentimentos de amor, saudade e esperança.

Qual foi a parte mais legal de escrever?
Saber que minha obra está documentada e que poderá servir de inspiração a pessoas melhores, a famílias mais unidas, a filhos arredios e a todos que erroneamente colocam o aquisitivo frente ao humanístico.

Qual a parte mais trabalhosa?
Escrever foi um prazer. A cada momento, novos acontecimentos ou novos fatos tornavam a obra prazerosa e envolvente. Então, talvez, a parte mais trabalhosa esteja em comercializá-la.

Fale sobre o seu personagem favorito e o que há nele para ser o dileto?
Meu livro talvez seja o primeiro que não cita sequer um nome, sigo a linha do valor da pessoa, do seu interior, e não baseia-se em nomes. Ao meu ver, quando nomeamos, estamos nos diferenciando e no meu livro eu busco mostrar que somos todos iguais, uma raça mais para irracional do que qualquer outra coisa, já que para mim, deixar um semelhante morrer de fome, morrer de frio na sarjeta, alvejado por balas em guerras por poder em um mundo em que cabe a todos, são indícios de burrice ou mediocridade.

No que gostaria de transformar a sua obra?
Primeiro em livro, depois em filme ao qual poderia assistir no cinema e ver as pessoas saírem mais leves, com olhos brilhantes e alma purificada.

Quais os seus contatos e onde poderíamos adquirir as suas obras?
Minha obra foi encaminhada para registro, porém, em caso de interesse, mande um e-mail que assim que conseguir o registro devo produzi-lo de forma independente ou com parceria de alguma editora ou agente literário. Anotem e adquira o seu>>denispalhares@bol.com.br. O livro contém 166 páginas de uma história de vida fantástica e com certeza irá cativar você! E como gosto de dizer: “Uma esperança é a alma e um combustível aos nossos sonhos”.

AGRADECIMENTO
Talvez um dia alguém irá lhe ajudar, talvez não, talvez ele veja seu sofrimento, mas talvez ache que você possa carregar este fardo sozinho, talvez sua dor não faça parte do mundo dele, talvez nunca o verá mais e assim com os dias ele talvez esqueça que se comoveu contigo, talvez em vida jamais fez algo por alguém, talvez fez por dinheiro, talvez fizeste por achar correto fazer, o certo é que talvez ainda não tenha entendido que sua vida nada representou se não talvez tocá-la em frente sem alguém que talvez possa se orgulhar de ti, talvez sejamos diferentes, mas se talvez amanhã precisar de ajuda e talvez ninguém lhe estender a mão eu estarei aqui.
PATRICIA obrigado pela ajuda, espontânea, sincera ....etc. TALVEZ não possa retribuir, mais COM CERTEZA serei sempre grato.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Informe Casa de Rui Barbosa 01-15/06/2012‏

Informe quinzenal - de 1º a 15  de junho de 2012

Seminário Natureza, cultura e representações

Evento multidisciplinar dedicado ao debate da paisagem como resultado da relação homem x natureza, e seus diversos processos: simbólico, estético, sensorial, social e de memória. Em pauta: a cidade do Rio de Janeiro. Integra a agenda do Ministério da Cultura para a Rio+20. Dia 11 de junho, às 10h, no auditório. Entrada franca. Informações (21) 3289-4651.



Carlos Drummond para alunos de 18 mil escolas

O Projeto Memória "Drummond: testemunho da experiência humana" terá uma mostra intinerante que percorrerá mais de mil municípios no Brasil. A FCRB é uma das parceiras da iniciativa que homenageia o poeta mineiro.



Prêmio Casa de Rui Barbosa 2012

O edital do concurso já pode ser consultado no portal. As monografias devem ser relacionadas aos acervos bibliográficos e arquivísticos da FCRB. Até 30 de julho de 2012. Informações: pesquisa@rb.gov.br / (21) 3289-4645.



Chamada de Trabalho

A FCRB recebe, entre 1º de maio e 4 de junho de 2012, propostas para apresentação de trabalhos para o III Seminário Internacional de Políticas Culturais. Informações: (21) 3289-8609.



Exposição "O registro da escravidão na vida privada"

A mostra torna visível a presença dos escravos nos arquivos privados, seja nas rotinas da vida urbana ou no campo. Até 1º de julho, das 10h às 18h, no Museu Casa. Informações: (21) 3289-4653.



Revista Escritos nº 4

A publicação se propõe a servir de meio para a circulação das ideias e debates acadêmicos que fazem parte do âmbito de interesses de pesquisa da FCRB. Além de detentora de um acervo museológico, bibliográfico e arquivístico invejável, a Casa abriga um Centro de Pesquisa que possui cinco áreas de concentração.



Um domingo na Casa de Rui Barbosa

O projeto tem como tema o meio ambiente e inclui na programação contação de história, oficina de origami e visita dramatizada ao Museu. Dia 3 de junho, às 14h30, no jardim e no Museu Casa de Rui Barbosa. Entrada franca. Informações: (21) 3289-4663.


Memória & Informação

Palestra “Transparência Passiva e a Lei de Acesso a Informações: o papel das ouvidorias públicas federais”", ministrada pela pesquisadora  Érica Bezerra Queiroz Ribeiro, mestre em Ciência da Informação pela UFSC. Dia 13 de junho, às 14h30, na sala de cursos. Entrada franca. Informações: (21) 3289-4677.



Colóquio Brasil menor, Brasil vivo!

O 3º encontro da série, "TerraTerra", aproveita a proximidade da Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável) e coloca em discussão os problemas ambientais no contexto da crise do capitalismo contemporâneo. Dia 15 de junho, às 9h, no auditório. Entrada franca. Informações: (21) 3289-8609



Fundação Casa de Rui Barbosa

Rua São Clemente, 134 Botafogo
Rio de Janeiro
comunica@rb.gov.br
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