quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Fanzine Juvenatrix #133

 Para solicitar sua cópia em formato PDF, envie um e-mail para:
 
Conteúdo:

Juvenatrix” número 133 (Fevereiro de 2012), 26 páginas. Capa de Rafael Tavares.
Metal extremo: “Dying Fetus” (EUA), “Extreme Noise Terror” (Inglaterra), “Aborted” (Bélgica).
Notícias e divulgação de produções alternativas.
Contos de Miguel Carqueija, Ronald Rahal, Emanuel R. Marques e Dalila Rocha Sousa.
Textos de literatura fantástica: “Medo, Mistério e Morte”, de Carlos Orsi Martinho, “Jarbas”, de André Bozzetto Junior.
Textos de cinema fantástico: “Jornada nas Estrelas – A Série Animada” (série de TV, 1973 / 1975), “O Cérebro” (1988), “O Terrível Dr. Orloff” (1962), “Os Invasores” (série de TV, 1967 / 1968).


sábado, 18 de fevereiro de 2012

Entrevista - Oscar Mendes Filho


O Escritor:
 
1. Quando começou a escrever? 
Comecei a escrever na adolescência, na época ainda utilizava as hoje quase extintas máquinas de escrever. Sempre seguindo a linha da ficção e do horror.

2. Por que escreve? 
Escrevo apenas por prazer, para expressar minhas opiniões, sonhos e desejos. Interessante também é a capacidade de levar boas histórias aos leitores e transmitir-lhes emoções com elas, claro, sempre com algumas pitadas sobre temas que as façam refletir. O desejo de todo escritor é poder viver da literatura, mas como no Brasil isso é difícil de acontecer, escrevo apenas para meus leitores. O importante é ser lido.

3. O que gostaria de alcançar com a sua Literatura? 
Hoje já não tenho mais o sonho de ganhar a vida com a Literatura, como quando era mais jovem, desejo apenas levar minhas obras aos leitores que apreciam o gênero que abordo, seja através do meu blog ou dos livros que publico de forma independente.

4. Qual tema ou assunto que gostaria muito de abordar, mas ainda não sente a necessidade de fazê-lo agora?
Penso em criar uma obra voltada apenas à ficção, sem envolver o horror. Algo do tipo Conan, Senhor dos Anéis, ou obras do gênero. Mas nem de longe com a pretensão de ser capaz de criar algo com a mesma qualidade dessas obras.

5. O que o motiva?
O reconhecimento por parte dos leitores e também a ideia de que meus trabalhos sejam meu legado para as próximas gerações. Gosto de escrever sem a obrigatoriedade de seguir determinado gênero, apenas deixando-me seguir pelos caminhos que a inspiração me leva.

6. Qual a sua maior inspiração?
Costumo buscar inspiração em filmes, livros e até mesmo músicas, sempre relacionados aos temas sobre os quais escrevo.
A inspiração por vezes me abandona completamente, passando semanas sem que eu consiga produzir alguma coisa, mas quando retorna, é com força total. 

7. O que mais atrapalha? 
Talvez problemas particulares ou excesso de trabalho. Mas ainda não consegui reconhecer o que faz com que minha inspiração por vezes desapareça.

8. Qual seria o cenário perfeito para trabalhar na sua Literatura? 
Costumo escrever durante a noite e a madrugada, quando as coisas se acalmam. Nessas ocasiões posso usar meus fones de ouvido para apreciar uma música inspiradora, como E-Nomine, Iron Maiden, etc sem correr o risco de ser interrompido. Mas já criei muita coisa durante o dia, também, quando a inspiração surge e até mesmo no trabalho, quando sobra um tempinho.

O Leitor:

1. Qual o primeiro livro que leu e marcou a memória?
Na época da escola os professores nos faziam ler muitos livros (coisa que hoje parece não acontecer), nenhum voltado ao tema que sigo atualmente, mas um que sempre me vem à mente é “Olhai os Lírios do Campo” de Érico Veríssimo. No entanto, já me dedicava à leitura antes de obrigatoriedade escolar e alguns livros dos quais me recordo são “Confissões de um Vira-Lata” do Orígenes Lessa, e alguns da série Vaga-Lume como “O Escaravelho do Diabo”.

2. Qual a obra mais marcante?
Tem uma que me marcou por motivos distintos. Me recordo de que, ao receber o livro de Língua Portuguesa no início de um ano letivo (acredito que na quinta série) fiquei fascinado por haver entre os textos a serem trabalhos um trecho do livro “Confissões de um Vira Lata”, que eu já tinha lido. A cada aula um dos textos do livro era lido para a classe e aguardei pacientemente o dia em que chegaria a vez do trecho do “Confissões” para lê-lo. Assim o fiz, mas de maneira traumatizante. Ao ser questionado pela professora sobre meu entendimento acerca do texto (fato que ocorria em todas as aulas pois era parte da atividade) ela disse que eu não havia entendido nada. Fiquei perplexo e bastante chateado, mas hoje vejo que a culpa não foi minha, mas do despreparo da professora em questão. Por exemplo, quando ela me indagou “Quem é o Sultão?” eu respondi que era o personagem de vida abastada e ela disse que eu não sabia o que era um sultão, ou seja, ela deveria ter me perguntado “O que é um sultão?”. Parece que o despreparo de certos professores já vem de tempos atrás. Ainda bem que não abandonei os livros por causa dela.

3. Não vendo. Não troco. Não empresto. 
“O Livro de Ouro da Mitologia” de Thomas Bulfinch, embora geralmente eu odeie emprestar coisas minhas. Ninguém tem o mesmo zelo por elas como nós temos.

4. Qual o gênero e estilo literário favoritos para leitura? 
Suspense, horror e ficção.

5. Onde, quando e como faz suas leituras? 
Geralmente leio em casa, mas também o faço no ônibus, durante o trajeto para o trabalho, embora não goste muito.

6. O que muito gostaria de ler, mas ainda não encontrou oportunidade? 
Não me recordo de nenhuma obra no momento, pois tenho a sorte de possuir todos os livros que desejava.

7. Qual livro recomendaria? 

Existem várias obras que poderia citar nesse sentido, O próprio “O Livro de Ouro da Mitologia” é bastante inspirador, mas posso indicar também “Drácula” de Bran Stoker. Claro, além dos meus, dentre eles, o “Prisioneiro da Eternidade - RPG”, pois permite ao leitor seguir seus próprio caminho dentro da narrativa, pois nele utilizei uma fórmula hoje difícil de se encontrar.

O Autor:

1. Faça uma breve apresentação de sua obra mais recente.
Minha mais recente obra é “Waverly Hills – Onde Reside o Mal”, nela eu abordo de uma forma peculiar os acontecimentos que afligem um grupo de pesquisadores que se atreve a passar uma noite no famigerado hospital que dizem ser assombrado, localizado nos EUA. Penso, até mesmo, em criar uma segunda obra abordando o tema e seguindo a mesma linha, mas ainda estudo a ideia.

2. Mostrar o lado sobrenatural do nosso cotidiano é realmente ter munição para muitas histórias, visto que sempre alguém ou algum lugar haverá algo não (muito bem) explicado pela Ciência. Como você tem a intenção de escrever uma segunda obra, qual seria o cenário para essa?
Não estudei bem essa possibilidade ainda, mas o que já me veio em mente foi a ideia de uma segunda equipe, auxiliada pelos sobreviventes da primeira jornada, retornar ao sanatório munido de instrumentos ainda mais modernos, que certamente lhes proporcionará horrores ainda maiores. Mas a ideia ainda tem que amadurecer bastante, como disse anteriormente, tudo depende da inspiração, talvez ela resolva dar o ar da graça a qualquer momento.

3. Você pretende tornar essa ideia uma série?
Não, não, seria apenas uma segunda obra mesmo. No caso de séries elas acabam ficando repetitivas.

4. Quais foram as inspirações para essa obra?
A história terrível do hospital e sanatório de Waverly Hills. A lenda de que ainda hoje existam espírito assombrando o local é bastante intrigante.

5. Histórias reais de casos sobrenaturais são do seu interesse? 
Certamente, caso alguém se interesse basta me enviar o material que tento criar baseado nele. Tudo o que leva medo ao leitor é do meu interesse, e sendo um caso real, ainda mais.

6. Qual foi a parte mais legal de escrever?
O desfecho da história. Criei três finais diferentes para ela, mas tive que optar por uma, escolhendo a que me pareceu mais aterrorizante.

7. Qual a mais trabalhosa?
Difícil explicar para quem não conhece a obra, mas acho que sincronizar os horários de acordo com os acontecimentos foi algo bastante trabalhoso.

8. Enumere todos os livros que escreveu, inclusive em co-autorias, na ordem do mais recente ao mais antigo, e descreva brevemente o significado de cada obra para você.
·                     Waverly Hills – Onde Reside o Mal - Um livro que gostei bastante de escrever, por ter me baseado em “fatos reais”.
·                     Antologia Prisioneiro da Eternidade - Obra que surgiu de forma inesperada. Inicialmente a ideia era convidar escritores amigos a participarem do aniversário de cinco anos do meu blog, cada qual enviando alguns contos. Como a receptividade dos leitores foi boa, decidimos reunir esses contos e criar a antologia.
·                     Contos Para Nunca Esquecer II - A segunda coletânea de contos que publico em meu blog, mas que possui alguns trabalhos inéditos.
·                     Asgard – A Saga dos Nove Reinos - Fui convidado a participar e o fiz com o conto “O Arrependimento de Odin”, que é bastante elogiado. Modéstia a parte, dizem ser o melhor do livro.
·                     Contos Para Nunca Esquecer - Foi a primeira coletânea de contos que criei, onde reuni os trabalhos publicados no meu blog e adicionei algumas obras ainda não publicadas, de forma a atrair o interesse dos leitores.
·                     Joshua - O livro traz a história de um caçador de vampiros, mas sem seguir os clichês em voga atualmente. Joshua é desprezado pela família e realiza seu trabalho visando apenas o dinheiro.
·                     Prisioneiro da Eternidade II – A Redenção - Traz a sequência da história do livro anterior, mas nele, os acontecimentos se passam nos dias de hoje.
·                     Prisioneiro da Eternidade - O livro narra a trajetória de um vampiro desde sua criação, trazendo uma visão diferente e nada convencional em relação à origem dessas criaturas.
·                     Prisioneiro da Eternidade – RPG - É um livro que segue o formato de obras que li há muitos anos. Nele o leitor pode escolher qual caminho seguir, e com isso, obter desfechos diferentes e inusitados para a trama. De acordo com essas escolhas o protagonista pode se tornar um lobisomem, um vampiro ou morrer como um simples mortal.
·                     Hanz - Esse foi o primeiro livro que escrevi, ainda jovem, quando ainda possuía a ânsia de mudar o mundo e fazer dele um lugar mais justo. Transfiro ao personagem principal todos esses anseios e, também, ideias nada ortodoxas para atingir seus objetivos. Mas em cada personagem há uma faceta minha, onde pincelo minha visão em relação à realidade, ao modo de se comportar e à vida.
9. Destas obras que citou, qual a que mais curtiu? 
Prisioneiro da Eternidade – RPG é uma obra que me agrada bastante por não obrigar o leitor a seguir apenas uma linha de raciocínio e poder levar o personagem a diferentes acontecimentos, de acordo com as escolhas que realiza. Mas todos meus trabalhos poderiam ser citados, pois os criei em momentos diversos da minha vida e trazem impressões únicas.

10. Qual foi mais trabalhosa?
O RPG foi bastante trabalhoso, pois foi como escrever vários livros diferentes em apenas um.

11. Qual superou as suas expectativas?
“Waverly Hills – Onde Reside o Mal” é uma das obras que mais causa admiração nos leitores e o que rende mais comentários.
    
12. Qual reescreveria ou daria continuidade?
Não gosto muito da ideia de reescrever um livro, pois cada um traz suas impressões sobre a época em que foi escrito, mas acho que reescreveria “Hanz” e “Joshua”, o primeiro para aprimorá-lo um pouco e retirar o cunho religioso que muitas vezes se faz presente nele e, no caso do segundo, para trabalhar melhor algumas passagens do livro. Como meu professor de literatura costumava dizer “Um livro é uma obra viva, e sempre parece requerer transformações a cada leitura, por parte de quem o escreve”, mas não gosto da ideia de reescrever.

13. Tenho percebido que muitos escritores têm receios de abordar crenças e religiões em suas obras. No caso de “Hans”, o cunho religioso não enriquece a obra, independente se você, como autor, e o leitor, compartilha da mesma crença ou não?
Na época em que escrevi “Hans” eu seguia, digamos, mais fervorosamente, a doutrina espírita, então em certos momentos eu deixei isso extremamente claro. Por ter, após estudos, visualizado certos parâmetros com os quais não concordei, hoje não o faria da mesma forma. Mas os leitores nunca se manifestaram contrários a esse fato, pelo menos não até o momento.

14. Fale sobre o seu personagem favorito e o que há nele para ser o dileto?
Citar um personagem preferido é complicado, pois nutro admiração e carinho por todos eles, mas Baalzerith do “Prisioneiro da Eternidade” é um dos preferidos, porque ele carrega todos os anseios, medos e frustrações de uma criatura obrigada a se arrastar através dos séculos.

15. No que gostaria de transformar “Waverly Hills – Onde Reside o Mal”? 
Em relação a essa obra específica não tenho planos, porque transformá-lo em um filme, por exemplo, o deixaria muito semelhante a alguns documentários criados ultimamente. Mas um livro que me deixaria muito satisfeito caso se tornasse um filme seria “Prisioneiro da Eternidade”.

16. Você é um escritor que se utiliza da internet para publicar suas obras. Quanto ao interesse do público leitor, o que mudou nesses últimos cinco anos? Em sua opinião, a internet é uma ferramenta melhor agora com todas essas redes sociais e facilidades de publicação?
A internet se tornou uma importante ferramenta de divulgação para todo tipo de trabalho, inclusive o literário. O problema é que, com essa facilidade, muita propaganda enganosa também circula, e cabe ao leitor separar o que realmente merece atenção ou não.

17. Quais os seus contatos e onde poderíamos adquirir as suas obras?
Meu e-mail é oscar.mendes01@gmail.com e meus trabalhos podem ser lidos e até mesmo baixados através do meu blog www.prisioneirodaeternidade.blogspot.com
Twitter: @oscarmendes01
Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100001713283897 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Entrevista - Alfer Medeiros

Hola! A partir de hoje, o Alternativos & Independentes inaugura uma nova fase em suas blogagens, com trabalhos mais intensos e objetivos, não ficando mais restrito apenas às divulgações de livros, eventos e afins. E a primeira dessas novidades por aqui é a Entrevista com Escritores, em que essas pessoas maravilhosas mostrarão a nós os seus envolvimentos com a Literatura, dentro da face trina "Escritor-Leitor-Autor".

E quem inauruga esta nova seção é o Escritor ALFER MEDEIROS, autor dos livros Fúria Lupina e Livraria Limítrofe =]

O Escritor:

1.    Quando começou a escrever?
Comecei bem tarde, aos 35 anos de idade. Foi basicamente uma necessidade de deixar livres as ideias represadas na cabeça por tantos anos.

2.    Por que escreve?
Por gosto pela coisa! Nunca ambicionei viver disso, apenas quero escrever. Se, nesse processo, houver pessoas interessadas no conteúdo produzido por mim, melhor ainda!

3.    O que gostaria de alcançar com a sua Literatura?
Ser lido e poder receber um retorno de quem teve contato com meu trabalho, visando sempre melhorar. É uma sensação única ver o seu trabalho literário provocar emoções nas pessoas.

4.  Qual tema ou assunto que gostaria muito de abordar, mas ainda não sente a necessidade de fazê-lo agora?
Eu gostaria de abordar coisas mais intimistas dentro do fantástico, como fiz no conto “Ícaro e a Ameaça Invisível”, narrativas solitárias de pessoas comuns visitadas pelo insólito. São ideias ainda na semente, que espero colocar em prática no futuro.

5.    O que o motiva?
A satisfação de escrever, pura e simplesmente.

6.    Qual a sua maior inspiração?

O dia-a-dia me inspira muito. A riquíssima fauna da megalópole onde vivo fornece personagens e cenários marcantes, a partir dos quais consigo desenvolver toda a concepção criativa para as minhas histórias. O que leio também ajuda a abrir certas portas mentais, que permitem um fluxo interessante de ideias.

7.    O que mais atrapalha?
Hoje, o grande inimigo da minha produção literária é a internet. A escrita só começa a ser efetiva quando o meu computador está off-line.

8.    Qual seria o cenário perfeito para trabalhar na sua Literatura?
Eu só preciso de um meio acessível para registrar as ideias. Via smartphone, consigo escrever em qualquer lugar. Minha rotina oferece pouquíssimos momentos de calmaria, então aprendi a escrever em meio ao caos. Se dependesse de clima, tranquilidade ou lugares especiais, eu nunca produziria.

O Leitor:

1.    Qual o primeiro livro que leu e marcou a memória?
“O Caso dos Dez Negrinhos”, da Agatha Christie, que li ainda na infância. Ele me mostrou que boas histórias não precisam ter desenhos para que eu conseguisse enxergar tudo o que o autor tem para passar.

2.    Qual a obra mais marcante?
“Os Mortos-Vivos” (Ghost Story), de Peter Straub. Ele me mostrou como um horrorzão dos bons deve ser escrito.

3.    Não vendo. Não troco. Não empresto.
Acho que não tenho tanto apego assim, pois não consigo dar essa resposta de bate-pronto! rs

4.    Qual o gênero e estilo literário favoritos para leitura?

Horror, policial e romance histórico. Prefiro narrativas fluentes e instigantes.

5.    Onde, quando e como faz suas leituras?
A leitura, para mim, é um preenchedor de tempo livre. Leio no transporte coletivo, nas filas, nas salas de espera. Além disso, também gosto de ler em casa, de maneira confortável, para variar. rs

6.    O que muito gostaria de ler, mas ainda não encontrou oportunidade?
Tive pouquíssimo contato com a literatura infantil porque, apesar de ler desde a infância, sempre tive à disposição livros mais “maduros”. Agora que sou pai, vou colocar em prática essa deliciosa descoberta, para passá-la adiante.

7.    Qual livro recomendaria?
Acho que “A História Sem Fim”, de Michael Ende, é uma obra universal e sem faixa etária definida, que todos podem apreciar.

O Autor:

1.    Faça uma breve apresentação de sua obra mais recente.
“Livraria Limítrofe – O Adeus” é a minha primeira incursão, em projeto solo, fora do horror (antes disso, só havia lançado o “Fúria Lupina”). É uma brincadeira com pessoas e referências literárias, na forma de uma livraria mágica que materializa as predileções por livros dos clientes.

1.1 – Quer dizer que o “Livraria Limítrofe” transita por todas as vertentes da Literatura Fantástica? A ideia me lembra a antiga série televisiva “A Ilha da Fantasia”, que algumas vezes não poupava os personagens de finais infelizes. Quais são as experiências pelas quais os personagens passam?
Cada capítulo é um depoimento diferente, dado por alguém que visitou a livraria. Como cada pessoa tem o seu grau de envolvimento com a literatura, essas visitas são bem diferentes entre si. Temos, por exemplo, duas pessoas que entram ao mesmo tempo e enxergam coisas diferentes, uma escritora sem inspiração buscando ajuda, um homem que se senta a uma mesa de bar na companhia dos seus dois autores de horror preferidos. O livro inteiro é um grande jogo de adivinhação, pois, apesar de conter diversas referências literárias, nenhuma delas é citada explicitamente.

2.    Quais foram as inspirações para essa obra?
Tudo o que li durante a vida, associado a perfis de pessoas comuns, dessas que vemos todos os dias.

3.    Qual foi a parte mais legal de escrever?
Em primeiro lugar, é fascinante como uma coisa tão abstrata como um lampejo criativo mental evolui e se transforma ao sair da cabeça e chegar ao papel. Saber o que os outros pensam a respeito e o que esse texto fez com eles também é muito gratificante.

4.    Qual a mais trabalhosa?
Fazer o texto tomar forma da maneira mais adequada é estafante. Na cabeça, está tudo bonito e coerente, mas quando se escreve, diversas armadilhas começam a surgir - becos sem saída, insatisfação com a apresentação das ideias, sensação de que não está bom. Por isso que sempre é um alívio chegar à forma final da história (mesmo que depois esta ainda venha a sofrer pequenos ajustes).

5.    Enumere todos os livros que escreveu, inclusive em co-autorias, na ordem do mais recente ao mais antigo, e descreva brevemente o significado de cada obra para você:
  • Livraria Limítrofe – O Adeus: de todos os meus trabalhos, este é o que me deu maior retorno dos leitores; é uma obra muito espontânea, escrita sem esforço algum, e por conta disso tenho muito apreço por ela.
  • Green Death – Ecoterrorismo Licantrópico: eu não escrevi neste projeto, mas ele é marcante por ser minha primeira experiência como organizador; foi muito legal ver um spinoff do Fúria Lupina com textos de outros autores.
  • Antologia Prisioneiro da Eternidade: participei deste e-book a convite do Oscar, do blog Prisioneiro da Eternidade; foi muito interessante escrever um horror indígena no conto “O Desejo de Ipupiara”, minha contribuição neste trabalho.
  • Cursed City: antologia de weird western onde fui selecionado com o conto “O Gigante, a Curandeira e a Lutadora de Kung-Fu”, minha primeira incursão no velho oeste e também no estilo de escrita mais descontraído.
  • Asgard – A Saga dos Nove Reinos: antologia na qual participei, como convidado, com o conto “Memórias do Lobo”, um grande desafio de escrever dentro de uma mitologia na qual nunca me achei à altura para produzir algo interessante; gostei bastante do resultado final.
  • Sete Visões – Ambição: minha primeira experiência com e-book; foi uma antologia com participação de sete autores, cada um versando sobre o tema principal e escrevendo um oitavo conto a 14 mãos.
  • Fúria Lupina Brasil: minha estreia solo, um projeto sobre lobisomens totalmente independente; este trabalho me abriu muitas portas, e sou muito grato pelos frutos que ele gerou.
  • UFO – Contos Não-Identificados: antologia da qual fiz parte como autor selecionado, com o conto “O Navegante”; através dela, conheci muita gente legal e aprendi algumas coisinhas do microcosmo da literatura fantástica nacional.

6.    Destas obras que citou, qual a mais curtiu?
Todas elas tiveram seu valor e contribuíram para minha experiência na escrita. Seria muita injustiça destacar apenas uma.

     6.1.    Qual foi mais trabalhosa?
   Fúria Lupina, com certeza. Eu não tinha experiência de escrita, não conhecia certos macetes que hoje me fazem ser mais produtivo.

    6.2. Qual superou as suas expectativas?
   Meu conto na antologia Asgard, “Memórias do Lobo”. Eu tive de fazê-lo em poucos dias, e não me sentia à vontade com isso. Fiz 7 versões, cada uma delas começando do zero, por não estar satisfeito com o resultado final. Apesar da minha insegurança, todas as críticas que recebi a respeito dele foram positivas.

    6.3. Com a boa aceitação do público, existe a possibilidade de “Memórias do Lobo” se tornar um romance ou ganhar continuidade em forma de série?
   Acredito que esse conto se desenvolveu plenamente no que se propôs. Ele conta a história do lobo Fenrir, filho de Loki, sob a narrativa dele mesmo. Vai da infância deste importante personagem até o pós-Ragnarok, sugerindo algumas mudanças no que foi contado na mitologia tradicional.

    6.4. Qual reescreveria ou daria continuidade?

  Sou contra reescrever textos já publicados, pois eles servem como uma fotografia do passado, uma amostra de quem era o autor em determinada época. Em termos de continuidade, minhas duas obras principais (Fúria Lupina e Livraria Limítrofe) terão vida longa, apesar de não terem sido concebidas com essa finalidade. São muitas ideias para esses projetos, e não há motivos para deixá-las engavetadas.

   6.5. Então você pensa na possibilidade de tanto “Fúria Lupina” quanto “Livraria Limítrofe” se tornarem uma saga?
   É grande a possibilidade dos dois projetos virarem séries, pois ainda há muitas ideias a explorar em cada um deles. Cada livro tem início, meio e fim, não existe a necessidade em ler um antecessor ou sucessor para entender ou ver a conclusão da trama. Mesmo assim, há muito a reaproveitar entre os livros, como cenários e personagens.

7.    Fale sobre o seu personagem favorito e o que há nele para ser o dileto?
Gosto muito do Livreiro Limítrofe, um senhorzinho educado, culto e dedicado ao seu trabalho.

8.    No que gostaria de transformar suas obras?

Tenho uma paixão amplamente declarada pelos quadrinhos. Espero um dia poder ver algo de minha autoria nessa mídia.

9.    Quais os seus contatos e onde poderíamos adquirir as suas obras?


E-mail: alfer.medeiros@gmail.com
Blogs:
Twitter: @AlferMedeiros
Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100001104504871
Aquisição dos livros: diretamente comigo ou nos pontos de venda das editoras.


Entrevista concedida por Alfer Medeiros à Pat Kovacs, em 15/02/2012.
.
.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Web - Depois do Por do Sol, de Ana Rodrigues

Web novela de Ana Rodrigues.
Sinopse:
Lavígnia descobre com a morte rodeada de mistérios de sua melhor amiga, um terrível segredo. A existência dos vampiros. Ela terá que guardá-lo, pois essa é a sua missão dentro de um conselho secular, formado por sua própria família. Porém, ao defender a ação de um misterioso Caçador, arruma um perigoso inimigo. Juan Cavagnaro é um vampiro sádico que terá como obsessão capturá-la. Mas Lavígnia descobrirá que de seu maior ódio, nascerá seu grande amor, Damian Moreton. Um vampiro sexy e misterioso que passará a lhe ocupar os pensamentos, colocando-a em um dilema; de que lado ficar?
Twitter: @DpsSaga.com

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ebook - Lua Cheia - Trilogia do Lobo, livro 1 - Carla Silva Garcia

Sinopse:

Renato Scorzi tem um segredo. Ele decidiu viver sozinho devido a esse segredo.

Claire Bruce nunca quis viver sozinha, mas foi isso que aconteceu... até agora.

Por causa da mulher que ama, Renato tenta o impossível: viver duas vidas, uma separada da outra.

Por causa de Renato, Claire está feliz. Mas seu marido encantador é misterioso e a cada ciclo lunar pretexta uma viagem para afastar-se dela.

O segredo de Renato não impediu seu amor pela esposa; mas, se descoberto, pode destruir seu casamento...
 
O ebook do livro 1 está sendo distribuido pela autora. Interessados entrem em contato com a Carla Silva pelo email.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Resenha - Sagas Vol. 1 - Espada e Magia

Sagas, volume 1 - Espada e Magia, é um pequeno livro de grandes histórias, noveletas com a riqueza de um romance. São quatro os Contadores de Histórias cuja qualidade dispensa apresentações: Cesar Alcázar, Duda Falcão, Georgette Silen e Rober Pinheiro.

A série Sagas, composta até agora de 3 livros, veio inspirada nos pulp-fictions dos anos 60 e 70. Lançado no final de 2010 pela recém criada Argonautas Editora, Espada e Magia é também inspirada nos quadrinhos "A Espada Selvagem de Conan", criados em 1974 e publicados no Brasil entre 1984 a 2001. E, ao se deparar pela primeira vez com a capa, é essa mesma impressão que se tem.

Meu Achismo:

O formato pocketbook, contendo 142 páginas, ficou compacto e elegante, podendo ser carregado tranquilamente na bolsa ou mesmo no bolso (como se propõe tal formato), sem atrapalhar em nada, para ser sacado a qualquer momento e lido nas conduções, filas ou enquanto espera por algum compromisso (e, nos dias de hoje, são esses lugares a nossa "sala de leitura", afinal). Com esse formatinho, até mesmo dentro do transporte público cheio, em pé, tá valendo.

Recebi o livro pelos Correios e assim que o retirei do envelope senti uma certa nostalgia ao ver a capa ao vivo. Não consumi Comics, mas suas capas povoavam as bancas de jornais na época em que eu vivia de Turma da Mônica e Disney. E foi a lembrança dessas bancas cheias de Comics diversas que vieram à mente naquele instante. Realmente, para essa geração atual de escritores, são os Quadrinhos e o Cinema suas grandes influências depois da Literatura propriamente dita.

A capa, densa e bela, foi desenhada por Nathan Milliner, quadrinista e ilustrador, e retrata o primeiro conto de Sagas 1 - Lágrimas do Anjo da Morte.

Lágrimas do Anjo da Morte
Cesar Alcázar


O conto tem uma beleza impressionante. Diante de um cenário tétrico de corpos dilacerados estendidos na areia da praia, em que ocorreu uma terrível batalha entre Vikings e mercenários contratados pelo rei local, Cesar Alcázar descreve a cena com certo lirismo que empresta suavidade aquilo que seria uma cena grotesca. O protagonista Anrath, O Cão Negro, é o único sobrevivente do massacre e é salvo pela criatura mais improvável a esse fim: a Banshee, uma anunciadora da morte no folclore irlandês.

A trama se passa na Irlanda do início do século 11. Diante da iminente invasão Viking a Eaglach, o traiçoeiro rei Domnall mac Ferchair contrata Anrath, guerreiro mercenário famoso por matar mais de cem homens na Batalha de Clontarf, para defender suas terras. O mercenário montou um pequeno exército com outros mercenários contratados por ele, mas todos pereceram juntamente com os invasores.

Salvo pela Banshee, esta revela a ele o plano sórdido de Domnall. Em troca, Anrath terá de ajudá-la a se livrar da maldição que a mantém presa ao mundo dos vivos. Começa aí uma pequena jornada em busca dos elementos que servirão de libertação e vingança contra o rei covarde. Bruxa, feiticeiros, Homens do Mar e até cristãos entram no caminho de Anrath em sua busca por reparação.

O que mais gostei nesse conto foi a subjetividade do protagonista, um guerreiro sanguinário que jamais conheceu outra coisa na vida do que matar para sobreviver, mas que além de não sentir exatamente orgulho naquilo que faz, sente o peso de cada vida que ceifa, fazendo dele um personagem intimamente rico e muito honrado, embora mercenário. O fim terminou manso e selvagem com o início =)

A Cidadela de Elan
Georgette Silen

Uma grande história de fantasia épica há nas entrelinhas do conto de Georgette Silen, que poderá ser lida em seu novo livro solo, "As Crônicas de Kira", a ser lançado pela Giz Editorial. Nesta noveleta, porém, se passa apenas um episódio, em que a protagonista deve recuperar um artefato muito precioso e perigoso, guardado na cidade dos ladrões, Elan. O ponto alto está na revelação ao leitor da ligação entre Kira e Baltazar, o Rei dos Ladrões, que, aliás, é um personagem que parece ter uma grande riqueza de história pessoal e realmente gostaria de ler mais sobre ele.

Há muita violência desnecessária e bombástica, bem ao estilo Comics, do qual não sou fã. A protagonista é perfeita demais, "complicada e perfeitinha", e há muitas frases que apenas floreiam o conto.

A Dama da Casa de Wassir
Rober Pinheiro

Este conto é um paralelo ao universo criado por Rober Pinheiro em seu livro "Lordes de Thargor, o Vale de Eldor". Apesar de muito ter "ouvido falar", ainda não li o livro, então ficou complicado entender o contexto das palavras próprias do universo do livro. Mas isso não atrapalha em nada a leitura se você resolver ignorá-las. São nomenclaturas, então não são decisivas à trama.

Uma guerra entre tribos durava já há muito tempo, consumindo recursos e sem nada resolver, restando ao Clã Shoar'ym estabelecer uma aliança com a Cidade-Império de Wassir En Nash. Porém, a única aliança que poderia se firmar ali era a do casamento, e Atha'ny, o protagonista, valoroso guerreiro da tribo, se vê na constrangedora situação de enfrentar provas e longos cerimoniais para se mostrar digno de receber Aysha como sua consorte, selando o pacto entre as duas nações. O jovem vence com maestria todas as provas que lhe foram impostas, mas Aysha tinha outra opinião sobre tal aliança.

A princesa, não concordando em ser usada como elo para alianças, cria uma situação em que envolverá Atha'ny e até ela própria na perigosa busca pelo "Olho de Saavish", artefato que está em posse de um poderoso feiticeiro, ao qual eles terão de tomar à força dentro do próprio covil do inimigo, custando um alto preço a todos, fazendo jus ao que Aysha propôs: "Primeiro Sacrifício". Entretanto, a tolice de Aysha custará muito mais a ela do que a todos os outros.

Neste conto, a nostalgia voltou, desta vez daqueles antigos filmes sobre as "1001 noites", povoados de magia, feiticeiros e muitas lutas pelas areias do deserto contra vilões ou criaturas fantásticas. Um épico medieval diferente ao costumeiro tolkiniano, que é repleto de paisagens verdejantes de florestas intocadas ou montanhas colossais, ou ainda de invernos tão terríveis que se tornam os verdadeiros inimigos de mocinhos e vilões. E, sim, deu muita vontade de conhecer Lordes de Thargor ;)

Sem Lembranças Daquele Inverno
Duda Falcão

Eu aprecio muito histórias com personagens "errados": anti-heróis, mocinhos imperfeitos, vilões sensatos e moralizados, enfim, personagens que não costumamos ver por aí, mas que trazem alguma identificação com o leitor. Afinal, todos somos mais ou menos anti-heróis, imperfeitos e possuímos alguma sensatez em meio a nossa insanidade diária.

Esta noveleta começa com "o servo de Gimedjin", um anão escravo e capacho de um bruxo poderoso que precisa dos serviços de Atreil, um assassino de aluguel. Bastou algumas linhas para criar simpatia pelo pequeno.E Atreil não fica atrás: o próprio anti-herói-anti-vilão, rs.

O serviço de Atreil era bastante simples: invadir a casa da ex-aprendiz de Gimedjin, o feiticeiro, e recuperar uma preciosa pedra que ele diz ter sido roubada pela garota. Serviço aceito, o mercenário parte para sua missão, mas até chegar ao tal artefato mágico, ele terá que enfrentar muitos obstáculos.

A ex-aprendiz, que se tornou uma poderosa feiticeira, tinha como principal manifestação de poder a manipulação e o controle de animais, então Atreil enfrentará desde lobos famintos até monstros metamorfoseados. Apesar de ele lutar magistralmente e vencer a todos, o final é totalmente surpreendente.

O conto me lembrou um game, especialmente tipo RPG, em que o herói tem que ir vencendo obstáculos cada vez mais difíceis, subindo de fase até chegar ao prêmio, que deverá conseguir enfrentando o mestre final, que, neste caso, se trata da feiticeira. Achei muito divertido. E algo que percebo nas obras de Duda Falcão é um humor sarcástico velado, como alguém que leva a sério a sua brincadeira.

"Sem lembranças daquele inverno" é um conto paralelo à obra "Hylana nas Terras de Lhu", uma web novela publicada no blog de mesmo nome entre 2008 e 2010, que bem poderia ganhar sua versão impressa...

Para quem ficou interessado em conhecer e adquirir Sagas 1 - Espada e Magia, acesse o site da Editora Argonautas e informe-se. Há uma super promoção para quem quiser adquirir os 3 volumes da série Sagas. Os volumes 2 e 3 também serão resenhados pelo Alternativos, mas você não precisa esperar por meu achismo para se decidir a comprar, não é?

Pat.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Coletivo Zine #1


O Coletivo Zine é uma ação conjunta. Obra de uma coletividade, sem dono, sem restrições, de livre colaboração e participação.

A primeira edição impressa do fanzine já pode ser adquirida. São 64 páginas em preto e branco, com HQs, poemas, contos, montagens, ilustrações, artigos. Participações de Jackson Abacatu, Michael Kiss, Fabio da Silva Barbosa, Marcelo Dolabella, Diego El Khouri, Alexandre Mendes, Henrique César, Obersale, Rodrigo Pedroso, Ivan Silva, Kaio Bruno Dias, Cássio Aquino, Wagner T., Taty N.S..

Para adquirir o Coletivo Zine 01 é só entrar em contato com qualquer dos seguintes distribuidores (a divisão por cidade é só pra facilitar, enviamos também por correio):

em Belo Horizonte / MG:
Jackson Abacatu - jackson.abacatu@gmail.com
Marcelo Dolabella - hqsdola@gmail.com

no Rio de Janeiro / RJ:
Wagner Nyhyw - wnyhyw@gmail.com

em Goianira / GO:
Ivan Silva - isrbaixo@hotmail.com

em Porto Alegre / RS:
Fabio Barbosa - fsb1975@yahoo.com.br

em São Roque / SP:
Rodrigo Pedroso - semdrive@yahoo.com.br

em São Cristóvão / SE:
Henrique César - hcrodrigues3@hotmail.com

ISTO É SÓ O INÍCIO. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Santa Tranqueira Magazine