
E Fantástica está sendo lançada este mês, no dia 21, e você pode buscar mais informações a respeito através do site oficial: Revista Fantástica.
Divulgação & Resenha de Literatura Independente.

No próximo dia 11 de maio, Ana Cristina Melo estará lançando o livro Caixa de Desejos, na Livraria Argumento, no Leblon (RJ), a partir das 19 horas. Quem estiver no Rio e puder dar uma força, compareça!
Agridoce não é apenas mais um livro de vampiros, é uma obra repleta de aromas, sabores e sensualidade, que transcorre em ritmo viciante e irresistível, mantendo os leitores presos até a última página.
Para ler um conto de degustação, clique aqui e baixe =)Edição: Amor & Livros DigitalLeia a resenha de cada conto escrita por cada autora, o que elas têm a dizer e o que queriam mostrar quando resolveram escrever.
104 páginas
R$ 10,00
Para adquirir o ebook, entre em contato com a livraria virtual Amor & Livros.
DESAFIANDO OS DEUSES - CELLY MONTEIRO
Ela sempre foi apenas um instrumento da justiça dos deuses e pouco sabia o que era ser humana, até que um guerreiro vem de longe e consegue desviá-la do caminho que os deuses haviam lhe destinado. Com Dyan, a jovem sagrada aprende o que é o amor, a angustia e o medo. E recebe na pele os castigos por contrariar os deuses e procurando seguir apenas a voz do coração.
Em “Desafiando os deuses” pretendia expressar minha crença de que o amor pode tudo, até mesmo fazer render-se uma criatura antes indomável e divina, tornando-o humana e submissa. E que basta um pouquinho de audácia e coragem para mudar até mesmo os finais destinados a serem tristes.
O CANTO DO CISNE - CELLY MONTEIRO
Só a morte desfaria a maldição, mas para o amor ainda não era o fim. Um simples passeio por uma floreta acaba se revelando um encontro predestinado. Umas seqüências de fenômenos inesperados, impregnados de mistério e magia mudariam para sempre a vida de duas pessoas.
Uma vez li em algum lugar o que os antigos diziam do canto do cisne, fiquei maravilhada e simplesmente não pude evitar fantasiar uma história logo em seguida. Queria criar algo que lembrasse a simplicidade e o encanto dos contos de fadas que tanto me fascinaram. Queria também passar a idéia da segunda chance que todos merecem, presenteada com um amor como uma espécie de recompensa.
A CASA VITORIANA - DIDI OITO DEDOS
Neste conto, a vida das pessoas muda drasticamente quando acontecimentos estranhos geram desconfiança. Somente alguém de coração puro poderá desvendar o mistério.
Acredito que este conto seja uma pequena demonstração do quão vasto é nosso mundo.
AKASHA - JOSSI BORGES
"Quando inicie este conto, pensei em escrever uma história curta, mas que contivesse o elemento mágico essencial para torná-la digna do nome. "Akasha", que é o termo usado por Madame Blavatsky para denominar o éter universal, o elemento primordial, etc. e que envolve todas as criaturas, os átomos de tudo, e que se na verdade é grande banco de dados do universo. Eu diria isso tanto a nível espiritual, como a nível físico. Quando entrei de cabeça na história porém, ela cresceu, e tomou seu próprio rumo, ou seja, os personagens ganharam vida própria. A protagonista, Paula, ganhou destaque, e um romance amoroso acabou se consumando. Enfim, o conto é uma história de amor com um toque sobrenatural, mas que toca na questão da vida após a morte, um assunto sempre fascinante."
BEIJO DE KALI - JOSSI BORGES
"Um mini-conto que resume, no meu estilo romântico de sempre, a vida de um homem e sua fascinação por uma entidade maligna, tão erótica e perturbadora quanto a Lilith judaica. No final, ele teve a resposta que tanto procurou."
SAMHAIN, DIA DAS ALMAS - REBIS KRAMRISCH
Este conto data de 2006 e foi uma resposta a um desafio literário de um site que já não existe mais.
O conto se passa num universo fictio, onde há um mundo mágico inserido em nosso próprio mundo. Houve uma guerra e os sobreviventes comemoram o primeiro Halloween depois dessa guerra, mas nem todos estão felizes com a paz instaurada, pois foram muitos que padeceram, inclusive grandes amores. A mocinha da trama afasta-se da comemoração, mas o seu grande amor não permite que ela se isole e, principalmente, buscava pelo perdão dela, pelos males que cometeu na guerra. O final é inusitado.
Quando comecei a escrever, pensei em dar o que as leitoras realmente esperam de um romance, mas mudei de ideia no meio da trama e achei que seria mais interessante que acabasse como acabou.
DÉCIMO SEXTO VERÃO - REBIS KRAMRISCH
Este foi um presente de aniversário que fiz em 2007.
A protagonista é uma medium de 15 anos que possui muitos amigos, inclusive Espíritos. Seu amigo espiritual leva a ela um presente espiritual em seu décimo sexto aniversário.
Quis passar um pouco do que aprendi com os livros espíritas e como eles dizem ser o tal mundo espiritual. O lance do lírio eu me inspirei numa passagem da biografia de Chico Xavier, quando o mundo espiritual faz chover sobre ele livros (os livros que ele psicografaria no futuro) e ele pensou que a medium que presenciou o fato tivesse dito "lírios".
DELÍRIOS DE OUTONO - REBIS KRAMRISCH
É uma história em quadrinhos que fiz em 2003 mas deixei na gaveta. Para colaborar com a antologia, ressussitei a pobre e terminei a pintura da última página. Não fosse por isso, ainda estaria na gaveta.
Um garoto está tranquilamente lendo sob uma árvore que se desfolha por causa do Outono e uma das folhas que caem se transforma em algo que ele não sabe dizer se era real ou imaginação, uma vez que o livro que ele lia falava de tais espíritos da natureza. É uma HQ muda, sem diálogo.
MULHER DE FASES - TELYKA MADELYNNE
Toda vez que eu pensava em começar a escrever este conto, gelava...rs. Como eu, que quando começo a escrever não paro mais, vou resumir uma história em poucas páginas! Difícil. Mas, alguns dias depois estava com amigos na margem do rio e os botos começaram a chegar perto demais da gente. Um deles me chamou muito a atenção, pois era atrevido. Ele chegava bem pertinho da gente (dizem que ele chega, quando sente cheiro de sangue na mulher). Não sei se por que o rio é enorme, daqueles que você quase não vê a outra margem, ou se por que os botos escuros (tucuxi) me causam receio, ou se até eu havia tomado algumas “geladinhas” a mais, me arrepiei dos pés à cabeça. Ele tinha cara de mau, olhar de mau... Daí me veio à mente uma história que me contaram sobre uma moça que havia sido criada entre o beiradão (margem do rio) e o lago do paraíso, que era mulher de boto.
Devia ter sido um boto daquele tipo...
Cheguei em casa e derreti o lápis no papel. A história saiu rapidinho, mas enoooorme! E agora? Resumir como?
Bem, encurtando o assunto, quando fui passar para o PC, saiu outra história! E agora? Ah, não vão gostar dela não. É muito crua. Será que não vai chocar o pessoal?...
Mas é quase real, mulher! Mande-a.
E vocês sabem que toda vez que leio Mulher de fases, sinto que deveria ter sido bem maior? Tentei passar em poucas páginas a essência da personagem, para mim muito corajosa, e ao mesmo tempo evidenciar suas qualidades e seus defeitos. E como existem Evas e Evas... Amei a Alcina, Alkinoé, Raquel, Tonina e...
Leiam. Vocês gostarão.E se você também escreve contos (sobrenaturais ou não) e gostaria de contribuir com as próximas antologias, entre em contato com a organizadora Jossi Borges - jossiborges@gmail.com
Desde que eu lancei o livro e o site Escreva seu livro, lá em 2001, venho recebendo uma tonelada de mensagens de autores iniciantes e profissionais, que passam por bons ou maus bocados com editoras, que procuram publicar suas obras ou estão tentando divulgá-las. De todos os escritores que conseguiram ser publicados ou que arriscaram imprimir sua própria obra, vem o mesmo coro: As livrarias não abrem espaço para nós! Como é difícil vender livros! Os jornais nos ignoram! Ninguém fala do meu livro! E tudo isso é verdade. Se encontrar uma editora para publicar um autor brasileiro desconhecido é difícil (mas não impossível, já fui convidada para dezenas de lançamentos de autores iniciantes), fazer com que esse livro venda e o autor se torne conhecido são tarefas de Hércules.
Livrarias, mídia, eventos, nada parece colaborar.
Sinto que reina entre todos – escritores, prestadores de serviço, livreiros, editores – uma mentalidade de curto prazo que assassina as chances de livros novos, diferentes, de autores desconhecidos fazerem sucesso. Todo mundo parece cair no caminho já traçado e resolvido como bom quando se trata de leituras.
Não vou comentar aqui o problema que essa atitude gera para o mercado de livros quando vem de livreiros e editores, porque seria uma discussão longa e técnica e sobre a qual você não poderia fazer nada se não é um profissional da área.
Mas gostaria de pedir a escritores e candidatos a autores que considerem o poder que têm como leitores e o utilizem em benefício de um mercado mais democrático.
Convido a uma mudança generalizada de atitude para que você e todos os autores brasileiros ainda desconhecidos por aí tenham a chance de um lugar ao sol.
Os escritores que conheço querem ser lidos, mas quando pergunto o que leem, costumam sair-se com Kafka, Dostoiévski, Clarice Lispector, Guimarães Rosa. Ou Drummond, Manuel Bandeira, Ezra Pound. Ou outro lote de escritores e poetas igualmente famosos e aclamados.
Aí eu pergunto: e os brasileiros desconhecidos? E os que estão se arriscando agora, que espelham o mundo em que vivemos? E os que querem criar uma nova cultura, abrir novas sendas aqui onde estamos? Esses você não lê?
E como você quer ser lido se não lê?
Abandone os clássicos por um tempo, adote uma postura de risco cultural e leia quem você nunca ouviu ser mencionado. Escolha um/a escritor/a pelo assunto da obra, pela capa, pelo som do sobrenome e embarque numa aventura de exploração. Deixe para lá esse esnobismo chato de só mencionar autores de sucesso e pontue suas conversas com desconhecidos peculiares, esquisitos, diferentes.
Se você fizer isso sempre, aumentará muito as chances de que façam o mesmo com suas obras.
Recebo montes de pedidos de gente implorando, exigindo, pedinchando que eu leia suas obras e diga o que acho. Mas por que pedir a mim, que posso nem ser o público-alvo da obra? Por que esses escritores não obtêm retorno dos leitores dos tantos sites de literatura onde postam tantos milhares de textos? Ou onde colocam suas obras a venda?
Porque a maioria dos escritores não se dá ao trabalho de ler os colegas com atenção.
Já pensou como seria bom uma comunidade de escritores em que todos dessem pareceres sobre as obras dos colegas? Em que opiniões pensadas, refletidas, indicativas de uma leitura atenta se acumulassem nos comentários sobre as postagens? Quem precisaria contratar pareceristas com um apoio desses?
Faça a sua parte. Comente as postagens que achar mais promissoras. Diga o que acha de forma honesta, cuidadosa, não um reles “gostei!!!”. Mande emails ou cartas para os autores dos livros que ler, faça uma crítica no seu blog. Ajude os escritores iniciantes e você estará fazendo a sua parte para criar uma cultura de leitura que vai alguma hora chegar de volta a você.
Essa sugestão parece óbvia, mas de novo o mais comum é que mesmo autores iniciantes, que sabem como é difícil expor uma obra de uma editora pequena numa livraria, comprem só o que está exibido nas vitrines ou empilhado nas mesas na entrada. Você tem ideia de quanto as grandes livrarias cobram por esta exposição privilegiada? Ali só ficam as obras de giro rápido, de apelo óbvio. Já dei muita consultoria para autores que querem ser publicados, mas só compram obras bestsellers da lista de mais vendidos do New York Times, achando que assim estão entrando em contato com o mercado.
Hahaha, estão entrando em contato com o mercado de fabricação de bestsellers americanos. O que isso tem a ver com escritores brasileiros iniciantes?
Faça a seus colegas autores e a você mesmo/a um favor e vá fuçar naquelas estantes lá no fundo da loja. Procure títulos interessantes que estão de pé nas estantes, só de lombada para você. Compre o que não é badalado, não é famoso, mas tem algo de intrigante.
Assim você contribui para quebrar essa cultura massificante de as livrarias e editoras acharem que só vale a pena investir nos autores já conhecidos e bons vendedores, nas obras que já vem com milhares de exemplares vendidos lá fora. Você percebe que, se entrar no jogo do fácil como leitor, vai ter poucas chances como escritor?
As livrarias estão se tornando lugares cada vez mais difíceis para se colocar livros, com exigências caras e trabalhosas às editoras. São o funil da comercialização dos livros, aproveitando sua posição privilegiada para recusar as obras que acham de giro lento ou autores pouco representativos.
Se você quer furar esse cerco que cada vez mais alimenta os conhecidos e exclui os desconhecidos, faça a sua parte e pesquise livros pela internet. Arrisque comprar uma obra que só é vendida pelo correio, que só tem espaço de exposição em algum site pouco visitado. Pode acontecer de você perder vinte ou trinta reais, de a obra ser um completo lixo, mas também pode acontecer de você adquirir uma raridade, de topar com um pensamento fora dos trilhos e inovador como não imaginava.
Vá contra a corrente que trabalha para tirar o seu espaço como escritor desconhecido e favoreça os outros escritores desconhecidos que estão por aí se aventurando a publicar em editoras pequenas ou por conta própria.
Depois volte lá no site onde comprou o livro e coloque seu comentário sobre a obra, seja positivo ou negativo. Ajude a guiar outros leitores para perto (ou para longe) daquela obra.
Vejo os espaços de comentários nos sites das livrarias, nos blogs, abaixo dos textos literários postados quase sempre vazios ou com frases curtas e inúteis. Quando alguém me fala de um livro, em geral diz só “adorei” ou então “péssimo, nem consegui acabar de ler”.
Caramba, você não quer que recomendem a sua obra? Os jornais e as revistas quase nunca comentam obras de escritores iniciantes, a chance de você ser resenhado na mídia formal é bem pequena. Então faça a sua parte e recomende pessoalmente as obras dos outros.
Seja honesta/o, nada de elogios rasgados se você não gostou. Mas fale do que gostou em detalhes, recomende obras aos amigos citando direitinho o título, o autor, onde comprar, qual a razão para alguém ler aquela obra, para que público você acha que ela seria legal.
O boca-a-boca (ou email a email) ainda é uma das forças mais poderosas para levar um livro ao sucesso. De repente, você estará fazendo a sua parte para criar um bestseller nas condições mais improváveis, fora do circuitão, e assim abrir os olhos dos editores e livreiros para os bons brasileiros ainda não famosos (como você).
Você pode copiar essas sugestões e enviá-las aos amigos por email para ajudar a mudar a cultura preguiçosa e acomodada de as pessoas de só lerem e comprarem o que todo mundo lê e compra. Mas você pode também dar de presente livros que considera bacanas, de autores que seus amigos nunca ouviram falar.
Esse é um jeito simpático de não só impulsionar as vendas dos escritores desconhecidos que você descobriu e achou legais, como fazer com que os amigos prestem um pouco mais de atenção ao que existe de variado e brasileiro na nossa produção literária.
Se você achar essas ideias boas, pratique-as.
Que tal assim criarmos juntos uma cultura mais atenta aos escritores brasileiros desconhecidos?
FONTE:
